quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Eu resolvi dizer sim. (Parte 3)


Quando eu disse sim
“É por isso que o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa.”  Gn 2.24 (NTLH)

Vamos para mais uma postagem acerca do tema, e agora falaremos mais precisamente de namoro (compromisso), noivado (confirmação do compromisso).

Então vamos lá.

“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” II Co 14.6

O plano de Deus se tratando de família desde seu nascedouro é que “...e os dois se TORNAM uma só pessoa.”. Mas ai vem à pergunta básica da postagem, os dois quem? Quem é essa pessoa que eu vou dizer sim? De que povo ela pertence (Não estou falando de denominações)? Quais são seus costumes?

Você pode estar se perguntando, mas irmão para que tantas perguntas, se eu amo essa pessoa, não é isso que importa? Bem eu ainda não estou falando de “AMOR”, mas quero lhe fazer refletir sobre a pessoa que vai ser sua companhia por nada mais e nada menos que “até a morte os separe”, eu não estou falando de dois dias, três semanas ou 5 anos, eu estou falando de uma vida. Lembro-me de que uma vez vi em uma revista cristã para jovens uma ilustração onde um jovem estava gritando com a mãe na frente da namorada e na ilustração seguinte ele estava gritando com a esposa.

Eu preciso entender que quando eu digo sim, vou ter uma pessoa todos os dias do meu lado. Vou dormir e acordar do lado dela, nos momentos de raiva, vou precisar estar do lado dela, nos dias que ela não estiver tão contente, vou precisar estar do lado dela, isto é, em todos os momentos, não somente nos bons. 

Imagine a situação, dois namorados que somente se encontram a noite, ou melhor, duas vezes por semana para se enamorarem e apesar de tão poucos encontros geralmente eles vivem de briga, por ciúmes, ou qualquer outro motivo e estas brigas não são esporádicas, mas costumeiras. Agora imagine este mesmo casal com 3 anos de casamento, um filhinho de 2 anos, os dois trabalhando e chegando em casa na sexta a noite? Pensou? Agora, imagine que você só via sua bela ou belo a noite, todo cheiroso e romântico, agora imagine dois anos depois do casório, você o vê chegando do serviço com o desodorante vencido, depois de um dia cheio de lutas e problemas? VIXE! Quer dizer irmão que casamento é isso? Não, quero dizer que em um casamento também pode ter isso, e é por este motivo que nós precisamos conhecer bem a pessoa que vamos dizer sim.

Porque quando eu disser sim, eu tenho que ter a certeza que de todos os 7 bilhões de pessoas existentes na face do globo terrestre, ele ou ela é o amor da minha vida, com suas esquisitices, costumes e pensamentos que eu pude presenciar em um namoro, porém ainda assim o ama.

O namoro é a fase da vigilância, não somente devidos os pecados sexuais, mas principalmente para que a pessoa tenha certeza que está no caminho certo, alguns dizem que o amor é cego, bem não acredito nisso, mas sei que muitos se deixam cegar pelas paixões e é bíblico, Tg 1.15 diz “Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.” Que é concupiscência? E o que é concupiscência dos olhos? Um desejo que na juventude muitos dizem ser descontrolado, porém, ele só é descontrolado, quando  não é dirigido pelo Espírito Santo, uma pessoa que não dá ouvidos ao Espírito Santo é cego, descontrolado e certamente não é o melhor partido. Um namoro cristão sem oração, sem jejum, sem consagração e principalmente sem serviço cristão é uma boa furada. Seu futuro companheiro ou companheira precisa ser um servo de Cristo, da família, da Igreja e luz para este mundo.

O namoro é um compromisso, ÊPA! Que é isso irmão, calma lá, compromisso com o que? Compromisso com Deus, pois Deus não faz degustação com seus filhos, Compromisso com a Igreja para não dar mal testemunho, compromisso com a família da pessoa pois não criaram filhos para servir de test drive pra ninguém e com a pessoa e seus sentimentos. É certo que durante o namoro é o período de se conhecer, o problema é que tem certos espertinhos que na conversa de conhecer melhor ficam com duas pessoas ao mesmo tempo, fica com uma hoje outra amanhã, e nunca chega a canto nenhum.

Já o noivado é a confirmação deste compromisso. Há pessoas que tentam definir o tempo para o casamento, mas acredito que um jovem casal cristão que orou e se amam verdadeiramente (não me refiro às paixões loucas de verão), eles estarão logo diante do altar, mas precisam antes disso fechar algumas coisas como:
  1. A festa de casamento;
  2. A lua de mel;
  3. A casa depois da lua de mel;
  4. As primeiras continhas depois da lua de mel;
  5. Etc, etc, etc, etc .....
Dentre outros detalhes que prefiro que os jovens pergunte aos seus pais em ocasião mais oportuna.
Porque quando eu digo sim, minha vida muda completamente, serei uma só carne, estarei com meu amor em todos os momentos, minha missão quanto cônjuge é fazer meu parceiro feliz em todos os sentidos, como irmão, servo de Cristo, amigo, sustentador e amante.

Quando dizemos sim, ganhamos um presente. Quero finalizar com uma ilustração sobre o tema:

Conta-se uma estória que o sábio Gamaliel era conselheiro de um rei ateu. Um dia o referido rei sabendo que Gamaliel era cristão disse:  - Gamaliel, seu Deus é um ladrão! Gamaliel ficou aturdido com aquela expressão e perguntou:
- Porque dizes isso ô meu rei?
- Seu Deus fez o homem dormir e lhe roubou a costela para fazer a mulher. Neste momento o sábio Gamaliel ficou sem resposta e saiu da presença do seu rei muito triste e pensativo. Chegando em casa, sua filha vendo o pai apreensivo perguntou qual era o motivo de tanta tristeza e o sábio explicou o acontecido. Sua filha pensou um pouco e disse para seu tristonho pai que ele não se preocupasse que ela iria responder ao rei.

No dia seguinte, Gamaliel se apresenta ao rei com sua filha e esta, com o rosto muito triste, então o rei perguntou a moça o que estava acontecendo e ela disse:
- Meu rei um ladrão entrou em minha casa ontem e me roubou meu vaso de barro que eu muito gostava. O rei penalizado disse:
- Há, Que pena! Verei o que posso fazer.
A filha de Gamaliel continuou: - Meu rei, o ladrão roubou o vaso de barro e deixou no lugar um vaso de ouro.
O rei deu uma grande gargalhada e disse: - Pois eu queria que um ladrão destes viesse a minha casa todas as noites.
Então a filha de Gamaliel disse: - Ô rei, mas foi isso que Deus fez com um homem, tirou-lhe uma costela de lhe deu um belo presente, a mulher.

Bem, irmãos o casamento é uma maravilha do céu, tenho certeza que Deus tem uma pessoa muito especial para você.

Na graça do Mestre!

Marcos Gama

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