sábado, 22 de julho de 2017

O DEUS DE TODAS AS TEMPESTADES

“Porque foste à fortaleza do pobre, e a fortaleza do necessitado, na sua angústia; refúgio contra a tempestade, e sombra contra o calor; porque o sopro dos opressores é como a tempestade contra o muro.” Is 25.4

Mas o Senhor mandou ao mar um grande vento, e fez-se no mar uma forte tempestade, e o navio estava a ponto de quebrar-se. Jn 1.4

Vemos nas Escrituras o registro de várias tempestades, com diferentes origens e diversos propósitos, sim propósitos, não há nada Nas Escrituras que não nos sirva de crescimento espiritual. Como disse Paulo aos Romanos 15.4 Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança.

Como não lembrar do Dilúvio (Gn 6 e 7), uma tempestade que trouxe o JUÍZO  DE DEUS  a uma geração corrompida? Ou da tempestade que desabou sobre o Egito como praga para endurecer o coração de Faraó (Êx 9.18). A tempestade que provou o profeta Elias (I Rs 19.1-13), pois O Senhor não fala apenas nas tormentas.

Muitas são as tempestades registradas e cada uma delas foram registradas com um fim, pois O Senhor nos permite atravessas algumas com um propósito.

Há tempestades de origem natural, aquelas que não pedimos, mas às vezes nos surpreendem em meios as nossas vidas, como aconteceu no Mar da Galileia enquanto a comitiva de Cristo atravessava para a outra margem (Lc 8.22-25). Ou aquelas sobrenaturais que Ezequiel contemplou as margens do Rio Quedar na Babilônia (Ez 1.4), que nos deixam impactados com a glória e o poder do Nosso Majestoso Deus.

Porém, dentre todas as tempestades que As Escrituras apresentam, uma se apresenta de forma assombrosa e pedagógica. Uma tempestade enviada e promovida por Deus com o objetivo de corrigir a atitude rebelde de um profeta que queria fugir da presença de Deus. Estou falando de Jonas e a tempestade que O Senhor levantou no meio do mar para que Jonas entendesse que não se pode fugir de sua presença, muito menos não aceitar sua vontade. (Jn 1.4)

Este episódio nos trás muitos ensinos e quero compartilhar alguns ensinos que a história nos mostra:

1.      Nem toda a tempestade são de origem maligna;
2.      Às vezes é Deus o autor da tempestade;
3.      Às vezes acontecerá que a tempestade não passará com oração, consagração e sim com obediência;
4.      Às vezes colocamos pessoas inocentes em nossas tempestades pessoais;
5.      Às vezes não queremos considerar que somos a causa da tempestade;
6.      Às vezes a tempestade não vem para lhe destruir;
7.      Às vezes perdemos coisas nas tempestades que não precisariam ser jogadas fora;
8.      Às vezes necessitamos de tempestades que nos levem de volta a vontade de Deus;
9.      Às vezes o som do vento e do mar reflete a voz de Deus para as nossas vidas;

E o mais lindo ensino que este episódio nos trás é que . . .

10.  Não importa a tempestade DEUS ESTÁ NO CONTROLE DELA!

Não importa qual seja a tempestade sobreveio sobre sua vida, apenas tente observar estes ensinos acima e se descobrir que ela veio por sua desobediência, não espere que pessoas inocentes corram risco, ou venham perder algo importante. Não demore decidir a retornar ao centro da vontade de Deus, não espere ser engolido pela tempestade e pelos peixes grandes que nos levam a orar com sinceridade. Mas se você estiver no mais profundo abismo, lembre-se que de lá O Senhor consegue lhe ouvir seu pedido de perdão.


Não interessa a origem ou o tamanho da tempestade, qual é o propósito ou mesmo a sua fúria, tempestade é tempestade, mas entenda e creia que O Senhor é e sempre será o nosso “refúgio contra a tempestade”.

Na Paz do Mestre....


terça-feira, 11 de julho de 2017

OS INIMIGOS DA ORAÇÃO

“Daniel, pois, quando soube que o edito estava assinado, entrou em sua casa (ora havia no seu quarto janelas abertas do lado de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer.” Dn 6.10

“Orar não é uma opção, orar é uma decisão” Marcos Gama

“O diabo derrota a maioria das orações antes que elas aconteçam.” John Piper

Paz do Senhor a todos os visitantes do nosso blog. Quero hoje compartilhar um pouco da mensagem que O Senhor nos deu em nosso culto de gratidão, terças feiras de avivamento. Espero que Deus fale com você como falou com cada um de nós que estivemos neste culto.

Certamente há muitos estudos e mensagens de incentivo, ou mesmo de exortação a oração, a e uma vida de busca incessante Ao Senhor, mas como disse John Piper, a orações estão sendo derrotadas antes de serem feitas.

Hoje é notória a ausência de crentes nas reuniões de oração, muito se fala, mas pouco de ora, e isso está destruindo a Igreja do Senhor. Alguns dizem que isso é normal, pois devido o mundo moderno ser muito cheio de atividades e compromissos não nos resta tempo para orar. Porém quando olhamos para Daniel e o contexto em que ele vivia e seu histórico de vida, entendemos que há inimigos para a oração e principalmente como vencê-los.

O primeiro inimigo da oração e a exaltação ou prosperidade. Não estou dizendo que ter sucesso, ou ser prospero é pecado ou mesmo destrói nossas orações, estou dizendo que se deixarmos pode ser um grande inimigo. Vejamos Daniel, estadista, líder dos presidentes, fazia parte dos três assessores mais chegados do rei Dário no recente governo medo-persa. Daniel por sua capacidade e responsabilidade foi cotado para ser o superintendente de todos os presidentes do governo de Dário, mas todos estes compromissos, responsabilidades, pressões e realizações, bem como a prosperidade de sua carreira não conseguiam lhe tirar de seu momento de oração. O texto bíblico diz que “...e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer.” Dn 6.10

O segundo inimigo da oração é as perdas, pois quando atravessamos momentos de perdas ou frustrações desanimamos da fé e logo deixamos de clamar Ao Senhor. Muitos durante um processo de perdas e aparentes derrotas deixam de acreditar em Deus e em suas promessas e essas dores sufocam nossa comunhão e nos leva ao abandono de nossa vida de oração. Mas quando olhamos para Daniel vemos que nem mesmo as guerras, lutas e perdas conseguiram lhe desviar do propósito de buscar Ao Senhor. Daniel foi levado cativo para a Babilônia muito jovem, perdeu pai, mãe e muitos amigos, certamente como membro da realeza judaica tinha muitos sonhos, porém tudo de uma hora para a outra foi tudo embora, porém mesmo estando na Babilônia, como escravo não deixou de crer e muito menos de orar, pois As Escrituras dizem que “...e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer.” Dn 6.10

Um outro inimigo da oração são as calúnias e perseguições, isso é muito comum ver acontecer, pois quando somos traídos ou alguém inventa algo sobre nós, ficamos tão perplexos e abatidos que perdemos as forças e deixamos nos levar pelas situações. Mas Daniel novamente nos dá uma lição de perseverança, pois quando ele foi traídos pelos seus colegas de trabalhos que idealizaram e colocaram em prática um plano contra sua fé, Daniel não se deixou vencer pela maldade dos outros “...e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer.” Dn 6.10

Devem ter muitos outros inimigos da oração, mas quero concluir este texto falando do último inimigo que a meu ver é um dos grandes vilões da oração, que é o medo. O medo trava nossas forças e nossas ações, o medo é um paralisante de tudo em nós. O medo muitas vezes quer bloquear nossa fé e impor seu domínio. Medo de perder, medo de ganhar, medo de agir, medo de ficar parado, medo de obedecer, medo de fazer o que foi pedido, medo, medo, medos....

Daniel fora ameaçado por um edito real que obrigava ele a deixar de orar e ameaçava uma cova de leões se ele decidisse continuar orando e desobedecer ao edito real. Um edito que queria influenciar uma dependência a outro “deus”, um “deus” humano, político e guerreiro, um deus secular e aparente, um deus que alimentado pelo orgulho decide que todos devem orar só a ele, embora ele não seja Deus. O Rei Dário queria ser deus durante um mês, mas não para Daniel.

O medo do edito não impediu de Daniel orar, o medo do rei Dário não impediu Daniel orar, o medo da cova dos leões não impediu Daniel de orar, o medo da morte não impediu Daniel de orar, pois como o texto diz “Daniel, pois, quando soube que o edito estava assinado, entrou em sua casa (ora havia no seu quarto janelas abertas do lado de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer.” Dn 6.10


A oração é a chave para que não percamos nossa identidade nem a nossa fé. Quando oramos o mundo é vencido, a soberba é humilhada, as dores e perseguições são amenizadas e o medo, ainda que presente não congela nossas almas, pois temos a certeza que O Deus que conversa conosco em todas as orações, está conosco em todas as ocasiões.

Na graça do Mestre, Paz!