quarta-feira, 11 de abril de 2018

EU SOU JACÓ – UM ENCONTRO MARCANTE



“Acordando, pois, Jacó do seu sono, disse: Na verdade o Senhor está neste lugar; e eu não o sabia. E temeu, e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a porta dos céus.” Gn 28.16,17

Paz do Senhor a todos os visitantes, e hoje mais uma postagem sobre Jacó, espero que estes textos estejam lhes abençoando. Aproveite e deixe um comentário para nós ok?

Certamente O Senhor tem seus meios para nos chamar a atenção. Marcos Gama

Apesar dos últimos acontecimentos, Isaque tem uma benção para Jacó, ao desejar que ele vá a casa de Labão irmão de Rebeca e de lá, de sua parentela, tome uma mulher para si. Isaque e Rebeca estavam desgostosas com as escolhas de Esaú no que tangia sua vida conjugal, mas Jacó estava inclinado a fazer a vontade de seus pais e assim Isaque lhe chama para lhe abençoar e desta vez sem engano, pedindo Ao Senhor que:

“E Deus Todo-Poderoso te abençoe, e te faça frutificar, e te multiplique, para que sejas uma multidão de povos; E te dê a bênção de Abraão, a ti e à tua descendência contigo, para que em herança possuas a terra de tuas peregrinações, que Deus deu a Abraão. Assim despediu Isaque a Jacó, o qual se foi a Padã-Arã, a Labão, filho de Betuel, arameu, irmão de Rebeca, mãe de Jacó e de Esaú.” Gn 28:3-5

Jacó inicia sua jornada a Padã-Arã, em sua vigem adormece em uma cidade conhecida como Luz, fazendo de uma pedra seu travesseiro. Durante seu descanso, através de um sonho, O Senhor se apresenta a Jacó, certamente O Senhor tem seus meios para nos chamar a atenção, e para Jacó uma escada cujo topo atingia o céu. Mais fantástico ainda, que anjos de Deus subiam e desciam por ela, e nos chama a atenção mais ainda é a continuação do texto que diz “Perto dele estava O Senhor e lhe disse...”,ou seja, Jacó não estava só em sua jornada.

O Senhor se apresenta a Jacó como O Deus de Abraão, seu pai, e Isaque, ou seja, não era um deus estranho, mas O Grande Senhor que havia estado com Abraão em suas peregrinações, que estava com Isaque e agora se apresenta a Jacó dando continuidade a uma história divina. O Senhor trás ao coração de Jacó a grande promessa de que “A terra que agora estás deitado, eu ta darei, a tí e à tua descendência...” Isso mesmo, O mesmo Senhor a mesma promessa, O Senhor não esquece de seus planos em nossas vidas, por mais difíceis e complicadas que elas estejas, O Eterno Rei da vida tinha tudo sobre controle.

Aquele encontro foi um divisor de águas na história de Jacó, o qual reconhece a majestade daquele momento e faz uma aliança com O Senhor pedindo sua anuência na jornada hora empreendida pelo patriarca, pois O Senhor lhe faz promessas específicas e individuais dizendo “Eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei voltar a esta terra...”, isso mesmo, Deus estava dentro do controle da vida e história de Jacó.

Realmente foi um encontro transformador e confortador, Jacó agora estava descansando em promessas feitas por Deus a ele e sabia que sua jornada seria coroada de sucesso. Jacó unge aquela pedra e nomeia aquele lugar que outrora chamava Luz para Betel, que significa “Casa de Deus” a porta dos céus! Maravilha, O Senhor sempre está conosco e quando tudo parece não ter jeito O Senhor promove encontros transformadores.

Acho que O Senhor está preparando um encontro especial com você em meio a sua jornada de vida, acredito que O Senhor tem uma palavra para você em Betel, ou seja, na casa de Deus.

Paz e Graça







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terça-feira, 3 de abril de 2018

EU SOU JACÓ – PRODUZINDO NOSSOS INIMIGOS



“Passou Esaú a odiar a Jacó por causa da bênção, com que seu pai o tinha abençoado; e disse consigo; Vêm próximos os dias de luto por meu pai; então matarei a Jacó, meu irmão.” Gn 27.41

Paz do Senhor a todos, espero que estejam gostando das postagens sobre a vida do patriarca Jacó. Vamos continuar estudando e aprendendo com este homem de Deus?

DEIXE UM COMENTÁRIO SE VOCÊ GOSTOU OU NÃO, CONCORDOU OU NÃO? OK?

“...nem sempre aqueles que estão perto de nós cantarão nossas vitórias.” Marcos Gama

Nossas ações geralmente produzem reações, ou sendo Escriturístico, “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.” Gl 6.7, e com Jacó isso não sería diferente ainda que seja uma história do Antigo Testamento o princípio divino não tem prazo de validade.

Jacó havia plantado engano no seio familiar, seu pai e irmão foram ludibriados por ele e agora Esaú alimentava intenções vingativas para com seu irmão. Esaú perdera a benção patriarcal tão importante para aquela cultura. Jacó promovera a Esaú uma angustia descomunal, Esaú pagou caro por sua negligência com os bens espirituais. O engano, a perda da benção estava gerando em seu coração um desejo profundo pela morte do irmão, que só estava sendo retardado por conta do velho pai, mas com a morte dele e após o período de luto, certamente o próximo a morrer seria Jacó.

Rebeca a autora da trama, sendo informada das intenções de Esaú, seu filho, chama a Jacó e lhe avisa dos planos do mesmo, orientando a Jacó que deixe seu seio familiar e fuja para a casa dos seus familiares em Harã. Rebeca novamente usa de engano para pedir que Isaque deixe Jacó ir para casa de seus familiares, alegando que Jacó não case com as mulheres Cananeias como Esaú fez, chegando ao ponto de afirmar que não adiantaria viver se isso viesse a acontecer.

Como as Escrituras bem nos orientam “Um abismo chama outro abismo...” Sl 42.7, as coisas só vão piorando para Jacó e suas escolhas. Jacó agora terá que deixar sua terra, seus parentes e sua história de vida para tentar salvar sua vida dos frutos de suas plantações. Quando situações como essas advêm as nossas famílias tendemos a reclamar e muitas vezes até a murmurar contra O Senhor, porém como as Escrituras fielmente nos exortam “De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados. Lm 3.39

Jacó estava agora colhendo muitos frutos amargos de suas decisões, perdas e mágoas estavam sendo deixadas para trás. Como um depósito sentimental de longo e maléfico prazo, um novo e indeciso horizonte se revelava em sua frente, um inimigo feroz e perigoso se levantava produzido por ele mesmo. Certamente podemos entender que nossas bênçãos podem ser para outras derrotas, nem sempre aqueles que estão perto de nós cantarão nossas vitórias.

O pragmatismo não combina com o cristianismo, pois os fins nunca justificarão os meios, O Senhor que promete as bênçãos, é o mesmo que providencia os meios para que elas cheguem a nós. A exemplo disso, quando Davi estava sendo perseguido por Saul e por duas vezes, Saul ficou a mercê de Davi, os homens disseram a ele que O Senhor estava entregando Saul em suas mãos e Davi disse “... Nenhum dano lhe faças; porque quem estendeu a sua mão contra o ungido do Senhor, e ficou inocente? Disse mais Davi: Vive o Senhor que o Senhor o ferirá, ou o seu dia chegará em que morra, ou descerá para a batalha e perecerá. O Senhor me guarde, de que eu estenda a mão contra o ungido do Senhor; agora, porém, toma a lança que está à sua cabeceira e a bilha de água, e vamo-nos.” I Sm 26.9-11

Dentro de uma situação como essa parecia impossível termos um final condizente com o prometido pelo Senhor. Inimigos, mágoas, enganos, perdas, fugas e muitas dores emocionais e familiares fazem de Jacó uma improbabilidade espiritual, porém é bom lembrar que O Senhor é aqueles que até do caos tem domínio. Mas tenhamos cuidado com nossas ações, pois elas podem criar inimigos de onde não esperamos.

Na paz do Mestre Jesus, amém!





  


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quarta-feira, 28 de março de 2018

EU SOU JACÓ – CORROBORANDO COM OS RÓTULOS



“E foi ele a seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui; quem és tu, meu filho? E Jacó disse a seu pai: Eu sou Esaú, teu primogênito; tenho feito como me disseste; levanta-te agora, assenta-te e come da minha caça, para que a tua alma me abençoe.” Gn 27.18,19

“Em nossa trajetória de vida temos muitas oportunidades, dentre elas, a de provar nosso caráter”. Marcos Gama

Paz do Senhor, e mais uma vez desculpe a demora na postagem, afazeres e afazeres, mas estou aqui novamente dando continuidade nas postagens sobre Jacó. Espero que este tema esteja lhe edificando.

Na história de vida do patriarca das doze tribos de Israel, Jacó filho de Isaque, revela um carácter paradoxal com uma vida piedosa. Não sabemos se ele mergulha neste comportamento pelo rótulo colocado em seu nascimento, pela valorização que seu pai dava a seu irmão caçador, ou pelos simples fato, de seu carácter corroborar com o que se esperava dele.

Sabemos que o desenvolver da história do patriarca, há um episódio que choca o leitor das Sagradas Escrituras de como um filho de forma tão desonesta e com ajuda de sua mãe engana seu pai, que já esteva bem velho e com dificuldades em sua visão. Quando lemos os pormenores fica ainda mais latente seu carácter desviado do que se esperava de um filho.

Isaque já avançado em dias chama seu filho Esaú e solicita que o mesmo vá fazer uma caça com o objetivo de se fazer um guisado e deste modo o velho pai impetrar a benção patriarcal ao seu estimado filho. Rebeca, esposa de Isaque, ouvindo o que dissera seu marido, se adianta a falar com Jacó para que ele e não Esaú receba essa benção. Aos conhecedores da história, sabem que Rebeca prepara a tal comida, veste Jacó com as roupas de seu irmão e cobre as partes desnudas de Jacó com pelos de caba para que assim consigam enganar a Isaque.

Quando Jacó se apresenta a seu pai com todo aquele cenário de engano, Isaque faz uma pergunta “E ele disse: Eis-me aqui; quem és tu, meu filho?...”, é aqui, apesar de toda a trama que Jacó tem uma grande oportunidade, que oportunidade, alguém pode ser perguntar, a oportunidade de revelar quem ele é. Se ele é Esaú, ou seja uma mentira, ou Jacó a verdade. Jacó tinha diante de si a grande oportunidade de decidir quem ele era ou não era. Essa mesma oportunidade diariamente se apresenta diante de cada cristão no decorrer da vida, a oportunidade de apresentarmos um carácter firme em meios às mentiras ou corroborar com o que estão esperando que todos os homens façam, ou seja,  MENTIR.

Infelizmente na história de Jacó, ele corrobora com o que as pessoas pensavam dele. Jacó engana seu pai, se intriga com seu irmão e por fim precisa sair de sua casa para não morrer. Em nossa trajetória de vida temos muitas oportunidades, dentre elas, a de provar nosso caráter, mas a decisão de que escolha faremos é individual, e suas consequências também, apesar delas respigarem naqueles que nos rodeiam.

Alguns vão dizer que isso era necessário para o cumprimento dos desígnios de Deus  na vida de Jacó, mas discordo deste pensamento. O Senhor tem seus métodos para realizar sua vontade sem ir contra seu carácter santo. Todavia, nosso Livre Arbítrio muitas vezes tenta frustrar esses planos divinos, porém só tentam, pois ninguém pode minar os planos divinos, ainda que o carácter esteja em conflito com O Senhor, Deus por sua grande misericórdia sabe que pode fazer-nos voltar para o seu caminho.

Há uma grande oportunidade diante de nossos olhos, qual será nossa escolha, corroborar com o que acham que somos, ou nos firmarmos em nossa fé e sinceridade?


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segunda-feira, 19 de março de 2018

EU SOU JACÓ – VALORIZANDO OS BENS ESPIRITUAIS



E disse Esaú a Jacó: Deixa-me, peço-te, comer desse guisado vermelho, porque estou cansado. Por isso se chamou Edom. Então disse Jacó: Vende-me hoje a tua primogenitura. E disse Esaú: Eis que estou a ponto de morrer; para que me servirá a primogenitura? Então disse Jacó: Jura-me hoje. E jurou-lhe e vendeu a sua primogenitura a Jacó. E Jacó deu pão a Esaú e o guisado de lentilhas; e ele comeu, e bebeu, e levantou-se, e saiu. Assim desprezou Esaú a sua primogenitura.” Gn 25.30-34

Paz do Senhor, vamos continuar falando sobre Jacó?

Valorizar a espiritualidade é uma demonstração de que temos uma visão espiritual, um foco maior do que essa existência. Marcos Gama

Os dois filhos de Isaque eram realmente bem diferentes, e acho que essa diferença é o que define e direciona suas histórias. No inicio vemos que os dois rapazes são valorizados por seus pais por suas personalidades distintas, Esaú, o caçador e guerreiro, o querido de Isaque, Jacó o pacato, que ficava na tenda, achegado a mãe. Mas o que define nossas vidas, não é o que nossos pais acham de nós ou o que eles esperam de nós e sim o que plantamos em nossa vida.

Certo dia Jacó fez um guisado de lentilhas e seu irmão, que acabara de chegar de uma caça faminto, desejou comer aquela comida. Jacó por sua vez, oferece a comida, mas em troca queria o direito de primogenitura, direito este que em primeira mão é de cunho espiritual e também familiar/econômico. Esaú sem pensar duas vezes troca seu direito aos VALORES ESPIRITUAIS por um prato de comida, perdendo assim o direito e os benefícios que este direito consistia.

Esaú desprezou seu direito, não valorizou a benção que promoveria seu destaque sobre Jacó. É claro que Esaú estando em casa morreria de fome, mas seu desejo pela comida que Jacó havia feito cegou seu entendimento e ele acaba agindo com base na necessidade presente sem lembrar da benção futura.
Esaú é o tipo de cristão que só pensa nas necessidades presentes, bem sei que precisamos pagar contas, ganhar dinheiro, nos formar, casar, constituir família, carreira e por ai vai, mas não podemos nos esquecer que tudo isso é passageiro e precisamos nos dedicar mais ao que é espiritual e verdadeiro.

Jacó em uma atitude um pouco desonesta adquire ao de estrema importância espiritual pelo desleixo de seu irmão que não valorizou o que já era dele. Jacó tinha uma visão diferenciada, apesar de viver mais na tenda, ser um homem caseiro, ele tinha foco e direcionamento e “perdeu” sua comida, algo passageiro, para investir em uma benção, ainda que futura.

Os valores espirituais só serão valorizados por aqueles que acreditam nas promessas Daquele que promove esses valores. O Senhor nos tem entregue grandes valores espirituais que nos promoverão no futuro e muitas vezes o inimigo de nossas almas tende nos enganar para que como Esaú desprezemos, trocando esses valores por coisas efêmeras.

Na Paz de Cristo.











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quinta-feira, 15 de março de 2018

UM POSICIONAMENTO SOBRE O FENÔMENO DOS DESIGREJADOS


“Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia. Hb 10.25

Paz e graça!

Sem dúvidas essa é uma das postagens mais longas deste blog, e calma continuarei falando sobre Jacó, mas hoje quero abrir um parêntese e expor um posicionamento acerca do fenômeno chamado DESIGREJADOS.  Você não é obrigado a concordar, mas é sempre bom apresentar de forma coesa aquilo que cremos, assim vamos lá.....

A cada período da história da igreja podemos observar vários fenômenos, os quais sempre tiveram o mesmo objetivo, tentar dividir o corpo de Cristo. Marcos Gama

Gnósticos, montanistas, donatistas dentre tantos outros fenômenos foram identificados no seio da igreja e trouxeram suas mazelas que durante décadas foram um instrumento do adversário para desconjuntar a unidade do corpo de Cristo.

Entendo e muitos vão rebater este artigo afirmando que a Igreja de Cristo não é feita de templos, que o culto cristão é espiritual, que qualquer lugar onde estiverem “dois ou três” é a igreja de Cristo. Acredito nisso também, mas quero lembrar que o ensino propedêutico do cristianismo com relação à eclesiologia, é estudado o que é Igreja mística de Cristo, ou universal e a Igreja local. Este ensino é basilar da fé cristã.

Recentemente, em uma das redes sociais, presenciei um embate bem subjetivo e faltoso de argumentos sólidos sobre o tema, confesso fui tentado a me posicionar e vi o quanto inútil foi, todavia quero neste espaço trazer meu posicionamento de forma mais estruturada e acredito que ainda que não aceitem, pelo menos terão uma visão geral do posicionamento apresentado.

No referido debate, a  postagem que servia de abertura trazia a seguinte colocação “Porque congregar é tão importante para o religioso, mesmo sabendo que Cristo é o salvador, e nunca obrigou a ninguém a congregar?”, confesso que o tema me deixou chocado pela colocação equivocada e pela falta de conhecimento bíblico e o desconhecimento do próprio termo “congregar”. No debate me posicionei apresentando alguns argumentos que hora pareciam corroborar com a discussão e pensei que iria dar uma direção a replicas e tréplicas, assim apresentei o seguinte:

1.      No Antigo Testamento de onde se originou o cristianismo, ou pelo menos onde estão as principais ramificações, o qual é à base de todo conhecimento cristão, e foi muito usado por Cristo, pelos apóstolos e pais da igreja para fundamentar várias doutrinas e comportamentos da igreja, O Senhor por vezes apresenta a necessidade de seu povo estar congregado no mesmo lugar, quer seja no tabernáculo ou templo, e a Lei determinava que todos deveriam estar juntos em adoração, ou seja, congregar. No período patriarcal era comum todos da família estarem reunidos para as celebrações de cunho espiritual dentre outras. Ou seja,  são muitas as exortações veterotestamentárias que incisivamente mostravam a obrigatoriedade do povo estar em congregação, passando pela congregação do deserto, passando pelas festividades do templo, até as sinagogas do período pós-cativeiro;

2.      Cristo logo após ser batizado inicia seu ministério, e as “multidões afluíam ao seu encontro”, por vezes, O Senhor foi ao Templo para as celebrações, ainda que o povo estivesse longe da espiritualidade. Jesus convocou doze homens que estiveram juntos com O Senhor por cerca de 3 anos. Na última Ceia eles estavam congregados, depois da ressurreição estavam congregados, juntos no mesmo lugar com medo dos judeus;

3.      O inicio da Igreja em Atos 2, mostra que aqueles que criam em Cristo estavam reunidos no mesmo lugar buscando a promessa contida no Livro de Joel, os quais estavam reunidos no cenáculo, com aproximadamente umas 120 pessoas. Que após o Pentecostes, eles iam ao Templo para orar, se reuniam em suas casas, cenáculos e as margens dos rios para congregar e cultuar. Durante a prisão de Pedro, a Igreja estava reunida na casa de um discípulo orando. No capitulo 15 de Atos os líderes da Igreja estavam reunidos para debater a questão da fé dos gentios;

4.      Paulo, apostolo de Jesus Cristo, fundou igrejas em toda Ásia menor, Grécia e outras cercanias, as quais se congregavam em casas, ou onde era possível, mas sempre estavam juntos. Paulo escreve várias cartas para Igrejas e seus pastores ou líderes;

5.      O Senhor Jesus no Apocalipse envia sete cartas a sete igrejas, mas especificamente aos seus pastores, os quais são denominados de anjos, e aos seus membros;

De forma geral estes foram os argumentos que apresentei, e como esperava fui rebatido, Sobre minha última argumentação é que quero trazer meu posicionamento sobre o fenômeno dos desigrejados, o qual passo a apresentar a partir de agora.

Acredito que a necessidade da igreja estar congregada e sob a liderança de um pastor realmente vocacionado tem fundamento teológico, bíblico histórico e devocional:

FUNDAMENTO TEOLÓGICO
Alguém pode perguntar, porquê você não inicia o argumento pela Bíblia? Pelo motivo que a meu ver é básico e pedagógico. O que temos de sistematização da Bíblia sobre determinada doutrina é encontrada em estudos bíblicos denominadas de Teologia Sistemática, e no caso em debate a doutrina é a Eclesiologia. 

Assim o primeiro fundamento é teológico devido a doutrina ser construída a partir de vários textos bíblicos, observações históricas e culturais para sua formação. Também, teologicamente há a necessidade de congregar por encontrarmos subsídios que orientam ao corpo místico de Cristo estar juntos e desenvolverem o viver cristão. Para  argumentos mais específicos, aconselho o uso de um bom livro de Teologia Sistemática.

FUNDAMENTO BÍBLICO
Já apresentei acima, citando o Antigo Testamento e no Novo, onde vemos o povo de Deus congregado em vários lugares e formas diferentes.

FUNDAMENTO HISTÓRICO
Desde Atos 2, passando pelos pais da Igreja e até aos dias atuais, a Igreja de Cristo sempre se congregou, quer seja em cavernas, catacumbas, rios, casas ou templos. Alguns vão dizer que essa ideia de igreja que temos hoje surgiu no IV século, com Constantino, mas a história mostra que já havia no segundo e terceiro séculos espaços de culto cristão, cheios de desenhos que retratavam a vivência da fé, como por exemplo as gravuras de um pastor com ovelhas, cachos de uvas, peixes desenhados nas paredes, os quais eram os símbolos do cristianismo. Ainda que a Igreja tenha se dividido em Igreja católica e ortodoxa, depois protestante, toda a cristandade sempre se congregou, viveram suas guerras e perseguições juntas. Seus líderes vocacionados ou não foram levantados do seu meio como disse Paulo aos Efésios 4.

Hoje apesar das diferenças teológicas e de poder aquisitivo, a cristandade esta reunida e tentando viver em união pelos simples fato de Cristo ter dado esta ordem e seu Santo Espírito assim promover o crescimento delas (Sl 133). É bom ressaltar que muitos fazem criticas as grandes igrejas, mas eles precisam compreender que a maioria das grandes Igrejas começaram em uma casa, apartamento, sala de hotel, ou seja, em reuniões simples e O Senhor dava crescimento como esta registrado em Atos 2. E pelo próprio desenvolvimento da obra era necessário aumentar e dar suporte para acolher os irmãos. Alguns vão dizer que nestes lugares há guerras e problemas, e digo que é verdade, mas em pequenos grupos que se reúnem em casas ou em qualquer lugar também há.

FUNDAMENTO DEVOCIONAL
A Igreja de Cristo tem a necessidade de se congregar, orar juntos, chorar juntos, trabalhar e tantas outras coisas. Quantos cristãos doentes desejariam estar em suas Igrejas, adorando com seus irmãos? E a Ceia do Senhor que coisa linda os irmãos levantando o cálice e o pão. Os batismos? Os cultos vários e poderosos? Nossas congregações locais fomentaram muitas histórias de vitórias e perdas, mas isso sempre esteve conosco.

CONCLUSÃO
Sei que nem todos os argumentos do mundo seriam capazes de convencer quem apenas quer fazer que suas vontades ou ideias se tornem verdades absolutas. Aqueles que dizem não concordar com os que vão a um templo se congregar, eles mesmos congregam em casas, praças e bancos e com o passar do tempo viram líderes dos demais e fazem o que quer, pois não há quem normatize suas ações, não tem uma responsabilidade jurídica e muito menos uma estrutura eclesiástica, coisa que desde Atos 2 a Igreja sempre teve.

Muitos dos que se dizem desigrejados, na verdade são decepcionados com lideres ou com denominações, mas isso não invalida a necessidade de congregar,  e Cristo não tem culpa dos homens serem pecadores e agirem errado. Mas isso não invalida a base teológica, bíblica, histórica e devocional pra estarmos na igreja local servindo a Cristo e aprendendo com aqueles que O Senhor levantou para fazer a obra.

Claro que você pode não concordar com o apresentado, mas deixo uma exortação Paulina sobre não vivermos contendendo por coisas obsoletas e destruindo as construções espirituais/humanas que promovem a fé cristã. Há e antes que alguém venha comentar, sei que o versículo abaixo tem outro contexto, mas Paulo usa essa exortação para dar um fim ao debate e achei construtivo também fazer.

“Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus. I Co 11.16

A ideia de fragmentar para destruir e esquerdista, marxista e demoníaca, porém nosso país foi contaminado com essa ideologia maligna e inclusive dentro da igreja do Senhor Jesus.

Na paz do Senhor Jesus Cristo;








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quarta-feira, 14 de março de 2018

EU SOU JACÓ – UMA FAMÍLIA EM CONFLITOS



“E cresceram os meninos, e Esaú foi homem perito na caça, homem do campo; mas Jacó era homem simples, habitando em tendas. E amava Isaque a Esaú, porque a caça era de seu gosto, mas Rebeca amava a Jacó. Gn 25.27,28

Paz do Senhor, vamos para mais uma meditação tendo por base a vida de Jacó? Então vamos lá...

Os conflitos familiares são mais comuns e antigos do que imaginamos, e parece que todos têm a mesma raiz o egoísmo humano. Marcos Gama

A família do patriarca Isaque estava composta, esposa escolhida, de família boa, dois filhos para dar suporte a Isaque em suas lidas, porém apesar dos dois garotos serem gêmeos, eles eram muito diferentes, isso mesmo gêmeos diferentes. Esaú era mais peludo, ousado, caçador, garantia a ajuda à família através de seu esforço e labuta, por outro lado Jacó, era homem pacato, passava mais tempo na tenda do que no campo.

Esta personalidade mais ativa de Esaú fez com que Isaque se afeiçoasse pelo garoto, “é a cara do pai”. Rebeca já gostava de Jacó devido seu comportamento mais caseiro e ordeiro. Uma família de muitas diferenças, e essas certamente promovem dissidências.

Quando fazemos seleções por afinidades em nosso ceio familiar temos que ter em mente que todos notarão essa clara divisão e exclusividade, acrescenta-se a isso as lutas entre os rivais por aceitação, na tentativa de chamar a atenção dos que lhes são contrários. Na família de Isaque, em uma sociedade machista, certamente um homem como Esaú seria muito mais bem quisto do que Jacó, mas quero chamar sua atenção para o fato de que Jacó está sob uma promessa E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor. Gn 25.23

Veja que ainda que todos os holofotes estivessem sobre Esaú, Jacó tinha uma promessa de Deus sobre sua vida. Este é o antidoto contra as guerras entre as famílias, entre os filhos que se sentem menosprezados e até esquecidos por seus pais, parentes ou amigos. Quando temos a certeza que O Senhor tem um plano em nossas vidas, não nos interessa o que os outros estão fazendo. Sei que a tentação é grande para chamar a atenção de todos, sei que é difícil ver os holofotes iluminando só o “escolhido do papai ou da mamãe”, todavia melhor que os holofotes humanos são os planos e projetos divinos.

Você acredita nas promessas de Deus para sua vida? Sei que elas parecem ser demoradas, mas isso é devido sermos seres temporais e sentirmos que estamos perdendo tempo, que poderíamos estar já gozando dos frutos, mas não esqueça, O Senhor tem seus planos e a agenda de trabalho é diferente das nossas expectativas. Então o que Fazer?

Descanse No Senhor e aguarde seus atos divinos, pois no tempo certo eles baterão na sua porta, não sei de que forma, mas chegará o momento do processo de Deus acontecer na sua vida. Talvez quem sabe, se inicie com um PRATO DE LENTILHAS!

Enquanto o tempo de Deus não chega, dedique-se a ser exatamente quem você é, pois, por incrível que pareça, seu jeito de ser “diferente” faz parte do projeto também.

Na graça do terno Cristo.













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domingo, 11 de março de 2018

EU SOU JACÓ – INÍCIO DE UMA HISTÓRIA (PRIMEIRA PARTE)



“E cumprindo-se os seus dias para dar à luz, eis gêmeos no seu ventre. E saiu o primeiro ruivo e todo como um vestido de pêlo; por isso chamaram o seu nome Esaú. E depois saiu o seu irmão, agarrada sua mão ao calcanhar de Esaú; por isso se chamou o seu nome Jacó. E era Isaque da idade de sessenta anos quando os gerou”. Gn 25.24-26

Paz do Senhor a todos os nossos visitantes, que O Senhor lhes abençoe. Bem, senti no coração de fazer algumas postagens com o tema "EU SOU JACÓ", creio eu que O Senhor tem muito a falar aos nossos corações usando a vida deste ilustre patriarca, assim, vamos a primeira postagem sobre o tema, ok? Let's go...

Tudo na vida tem um início, mas nem todo início conseguimos determinar como será, somente o grande arquiteto da vida tem este poder.

Jacó, um dos patriarcas da nação judaica, um dos mais ilustres personagens das histórias bíblicas teve sua história iniciada como todos nós tivemos, sem fazer muitas escolhas. Ele não pode decidir onde nascer, quando nascer e nem como nascer, muito dessas decisões são de cunho divino através das leis que regem o universo, uma delas é a lei biológica da gestação humana.

Já no ventre materno havia luta entre Jacó e seu irmão gêmeo Esaú. Dentro da madre iniciou-se a disputa dos dois irmãos, ao ponto de Rebeca desejar a morte, porém como mulher de Deus que era, orou Ao Senhor, e foi lhe revelado que dentro de seu ventre havia duas nações, e que no decorrer da história, segundo a presciência divina, o maior serviria o menor.

No nascimento dos meninos seus nomes foram dados dentro das impressões que aquelas que faziam o parto tiveram. Quando o primeiro bebê nasceu saiu peludo e por isso lhe deram o nome de Esaú, porém logo em seguida, agarrado ao calcanhar do irmão, veio outro bebê, e seu nome foi dado segundo este comportamento, chamaram-lhe Jacó “E depois saiu o seu irmão, agarrado sua mão ao calcanhar de Esaú; por isso se chamou o seu nome Jacó.” Gn 25.26

Fazendo uma pesquisa simples na internet sobre o nome Jacó temos algumas definições bem interessantes e conclusivas do porquê do nome:

Jacó: Significa “aquele que vem do calcanhar”. Tem origem no hebraico Yaaqobh, relacionado ao aramaico iqbá, acadiano iqbu, árabe aqib, que quer dizer “calcanhar”, e significa “aquele que vem no calcanhar”. Mas por que dizem que Jacó significa enganador? E até mesmo Esaú afirma isso em Gn 37.26 “Então disse ele: Não é o seu nome justamente Jacó, tanto que já duas vezes me enganou?. No hebraico a raiz do nome “enganador” e a mesma do nome Jacó, veja abaixo:
Jacó –יעקב    Pronuncia-se Ya'aqov
Enganar - עקב pronuncia-se 'aqav.
O que Esaú está fazendo é um trocadilho com o nome do irmão que era muito parecido com a palavra “ENGANAR”. E é daqui que entendemos que muitas vezes os homens tem a capacidade de se rotular com aquilo que os outros nos dão.
O nome Jacó não deveria definir seu carácter, porém foi o que aconteceu, Jacó enganou, foi orientado por sua mãe como enganar, e foi enganado. Mas tudo isso poderia ser diferente, quando não permitimos que os rótulos que colocam em nós não sejam ratificados.
Não sei qual rótulo lhe deram, ladrão, prostituta, bêbado, imundo, mentiroso, enganador..... Sei que este rótulo não define que você é, mas pode lhe prender nas correntes do querer alheio. Jacó precisou passar por todo um processo para se encontrar, mas conseguiu. Aquele que ajudou a Jacó a encontrar seu verdadeiro eu, certaente lhe ajudará também.
Quem define você não é o local do seu nascimento, sua condição familiar, financeira ou mesmo moral. Sei que muito usam disso para humilhar e até matar pessoas, mas entenda nada disso define o quê você é ou mesmo será, ainda que você tenha sido. O Senhor tem uma proposta para você, que como Jacó foi rotulado, sabe o quê? Um novo nome.
 Na paz que excede todo o entendimento....














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