sexta-feira, 18 de agosto de 2017

QUANDO O JUSTO CAI

Porque sete vezes cairá o justo, e se levantará; mas os ímpios tropeçarão no mal. Pv 24.16

Recentemente recebi em minha casa um filho de um dos pioneiros do Evangelho Pentecostal no Estado do Ceará. Sua visita consistiu em apenas conversar, na verdade, ele quis apenas contar a história do seu falecido pai e expressar sua indignação pelo nome do mesmo ter sido usado de forma constrangedora, pois citado em uma publicação não só sua história de vida, mas também sua queda.

Em meio a sua narrativa, o homem de 58 anos de idade, relatou como Deus usava seu pai, ele falava dos feitos realizados com tanto prazer e orgulho, tentava ser exato nos detalhes e nas datas. Ele vez, por outra ressaltava como Deus havia lhe enviado a vários lugares e como Deus operava grandemente. Porém, quando ele mencionou a citada publicação e que nesta havia sido colocada a queda de seu pai, ele expressou indignação.

Seu falecido pai foi esfriando e chegou a adulterar, porém antes disso, disse ele que observou que algumas coisas, na vida de seu pai não estavam como antes. Os sermões, o vigor e a aceitação de certos comportamentos indignos a um homem de Deus começaram a ser notado, porém como ele era criança não podia “exortar” seu pai. O fim da história é que seu velho pai caiu, ele se afastou da família, se enveredou pelo caminho da bebedeira e por adoeceu.

Dois anos depois da queda, seu pai retorna humilhado para a família que o aceita, ele volta à igreja, pede perdão a todos e tenta continuar, porém agora debilitado e enfraquecido definha até morrer.

Todavia uma coisa me chamou a atenção na narrativa, pois ele mencionou que seu pai um hábil pregador antes de morrer, em seus últimos dias disse que se pudesse pregar, o título de seu sermão seria: COMO UM HOMEM CAI!

Fiquei pensativo e imaginei quantos filhos de líderes não tem histórias semelhantes e que deveriam ser ouvidas. A história precisa aprender um ensino que recentemente ouvi em uma mensagem de um celebre pastor brasileiro, quando em sua prediga sugeriu uma temática que me chamou a atenção: PASTOR TAMBÉM TEM ALMA!

Quero com essa introdução falar um pouco dos homens de Deus que tantas vezes foram usados, abençoaram a vidas de muitos com sua abnegação, trabalho, renuncia e oração, confiando no poder do Evangelho foram instrumentos de restauração. Homens que deixaram carreiras, familiares, suas casas e até suas próprias vidas em obediência ao mandado do Bom Mestre. Homens que são vistos como super heróis, intocáveis, homens que parecem não sofrer tentações e que são baluartes da fé, homens que estão sempre firmes e inabaláveis em seus propósitos, porém o que muitos parecem não perceber que PASTORES TAMBÉM TEM ALMA.

Pastores choram, são tentados, tem problemas familiares, as vezes estão desiludidos e até deprimidos. Homens que carregam problemas vários e ainda teem a missão de fazer com que O Reino do Senhor Jesus Cristo continue avançando. Por fim, são simplesmente homens que foram chamados e aceitaram a vocação determinada Pelo Soberano Criador e Redentor de suas ALMAS.

Por este motivo que com este post sugerir algumas ações que precisam ser feitas com seus líderes e pastores:

1.      Ame-os – Sim, somos cristãos e A Palavra de Deus é clara devemos amar uns aos outros como Cristo nos amou (Jo 15.12);

2.      Honre-os – Pois eles trabalham por vossas almas, e prestarão contas por elas (Hb 13, 17);

3.      Respeitem-nos – O respeito é uma das maiores provas de amor que um líder pode receber, presentes são bons, homenagens e festas também, mas a maior prova que amamos nossos líderes e respeitando sua vida, família e ministério (Hb 13,7);

4.      Ajude-os – Sejam companheiros de luta, sejam amigos de armas, sejam colaboradores da Grande comissão. Peguem nas mãos de seus líderes e digam “pode contar comigo”. Não existe coisa mais confortante do que em meios as guerras ver que temos guerreiros conosco.

5.      Cuide – Pastores são presentes que Deus dá aos homens como prova do Amor de Deus por todos nós. Deus chama estes homens e durante toda uma vida capacita-os para um único fim, cuidar do seu rebanho, por isso não transforme seu pastor em um ídolo, apenas agradeça a Deus pelo presente e cuide daquilo que O Senhor lhes deu (Ef 4.11-14);

E caso, eles por serem homens chegarem a CAIR, lembre-se que eles também TEM ALMA. Façam como O Senhor Deus nos instruiu no texto que abre este post.

Quando O JUSTO CAIR, levante.


Que O Senhor nos ensine a amar nossos líderes e zelar por eles.


sábado, 22 de julho de 2017

O DEUS DE TODAS AS TEMPESTADES

“Porque foste à fortaleza do pobre, e a fortaleza do necessitado, na sua angústia; refúgio contra a tempestade, e sombra contra o calor; porque o sopro dos opressores é como a tempestade contra o muro.” Is 25.4

Mas o Senhor mandou ao mar um grande vento, e fez-se no mar uma forte tempestade, e o navio estava a ponto de quebrar-se. Jn 1.4

Vemos nas Escrituras o registro de várias tempestades, com diferentes origens e diversos propósitos, sim propósitos, não há nada Nas Escrituras que não nos sirva de crescimento espiritual. Como disse Paulo aos Romanos 15.4 Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança.

Como não lembrar do Dilúvio (Gn 6 e 7), uma tempestade que trouxe o JUÍZO  DE DEUS  a uma geração corrompida? Ou da tempestade que desabou sobre o Egito como praga para endurecer o coração de Faraó (Êx 9.18). A tempestade que provou o profeta Elias (I Rs 19.1-13), pois O Senhor não fala apenas nas tormentas.

Muitas são as tempestades registradas e cada uma delas foram registradas com um fim, pois O Senhor nos permite atravessas algumas com um propósito.

Há tempestades de origem natural, aquelas que não pedimos, mas às vezes nos surpreendem em meios as nossas vidas, como aconteceu no Mar da Galileia enquanto a comitiva de Cristo atravessava para a outra margem (Lc 8.22-25). Ou aquelas sobrenaturais que Ezequiel contemplou as margens do Rio Quedar na Babilônia (Ez 1.4), que nos deixam impactados com a glória e o poder do Nosso Majestoso Deus.

Porém, dentre todas as tempestades que As Escrituras apresentam, uma se apresenta de forma assombrosa e pedagógica. Uma tempestade enviada e promovida por Deus com o objetivo de corrigir a atitude rebelde de um profeta que queria fugir da presença de Deus. Estou falando de Jonas e a tempestade que O Senhor levantou no meio do mar para que Jonas entendesse que não se pode fugir de sua presença, muito menos não aceitar sua vontade. (Jn 1.4)

Este episódio nos trás muitos ensinos e quero compartilhar alguns ensinos que a história nos mostra:

1.      Nem toda a tempestade são de origem maligna;
2.      Às vezes é Deus o autor da tempestade;
3.      Às vezes acontecerá que a tempestade não passará com oração, consagração e sim com obediência;
4.      Às vezes colocamos pessoas inocentes em nossas tempestades pessoais;
5.      Às vezes não queremos considerar que somos a causa da tempestade;
6.      Às vezes a tempestade não vem para lhe destruir;
7.      Às vezes perdemos coisas nas tempestades que não precisariam ser jogadas fora;
8.      Às vezes necessitamos de tempestades que nos levem de volta a vontade de Deus;
9.      Às vezes o som do vento e do mar reflete a voz de Deus para as nossas vidas;

E o mais lindo ensino que este episódio nos trás é que . . .

10.  Não importa a tempestade DEUS ESTÁ NO CONTROLE DELA!

Não importa qual seja a tempestade sobreveio sobre sua vida, apenas tente observar estes ensinos acima e se descobrir que ela veio por sua desobediência, não espere que pessoas inocentes corram risco, ou venham perder algo importante. Não demore decidir a retornar ao centro da vontade de Deus, não espere ser engolido pela tempestade e pelos peixes grandes que nos levam a orar com sinceridade. Mas se você estiver no mais profundo abismo, lembre-se que de lá O Senhor consegue lhe ouvir seu pedido de perdão.


Não interessa a origem ou o tamanho da tempestade, qual é o propósito ou mesmo a sua fúria, tempestade é tempestade, mas entenda e creia que O Senhor é e sempre será o nosso “refúgio contra a tempestade”.

Na Paz do Mestre....


terça-feira, 11 de julho de 2017

OS INIMIGOS DA ORAÇÃO

“Daniel, pois, quando soube que o edito estava assinado, entrou em sua casa (ora havia no seu quarto janelas abertas do lado de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer.” Dn 6.10

“Orar não é uma opção, orar é uma decisão” Marcos Gama

“O diabo derrota a maioria das orações antes que elas aconteçam.” John Piper

Paz do Senhor a todos os visitantes do nosso blog. Quero hoje compartilhar um pouco da mensagem que O Senhor nos deu em nosso culto de gratidão, terças feiras de avivamento. Espero que Deus fale com você como falou com cada um de nós que estivemos neste culto.

Certamente há muitos estudos e mensagens de incentivo, ou mesmo de exortação a oração, a e uma vida de busca incessante Ao Senhor, mas como disse John Piper, a orações estão sendo derrotadas antes de serem feitas.

Hoje é notória a ausência de crentes nas reuniões de oração, muito se fala, mas pouco de ora, e isso está destruindo a Igreja do Senhor. Alguns dizem que isso é normal, pois devido o mundo moderno ser muito cheio de atividades e compromissos não nos resta tempo para orar. Porém quando olhamos para Daniel e o contexto em que ele vivia e seu histórico de vida, entendemos que há inimigos para a oração e principalmente como vencê-los.

O primeiro inimigo da oração e a exaltação ou prosperidade. Não estou dizendo que ter sucesso, ou ser prospero é pecado ou mesmo destrói nossas orações, estou dizendo que se deixarmos pode ser um grande inimigo. Vejamos Daniel, estadista, líder dos presidentes, fazia parte dos três assessores mais chegados do rei Dário no recente governo medo-persa. Daniel por sua capacidade e responsabilidade foi cotado para ser o superintendente de todos os presidentes do governo de Dário, mas todos estes compromissos, responsabilidades, pressões e realizações, bem como a prosperidade de sua carreira não conseguiam lhe tirar de seu momento de oração. O texto bíblico diz que “...e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer.” Dn 6.10

O segundo inimigo da oração é as perdas, pois quando atravessamos momentos de perdas ou frustrações desanimamos da fé e logo deixamos de clamar Ao Senhor. Muitos durante um processo de perdas e aparentes derrotas deixam de acreditar em Deus e em suas promessas e essas dores sufocam nossa comunhão e nos leva ao abandono de nossa vida de oração. Mas quando olhamos para Daniel vemos que nem mesmo as guerras, lutas e perdas conseguiram lhe desviar do propósito de buscar Ao Senhor. Daniel foi levado cativo para a Babilônia muito jovem, perdeu pai, mãe e muitos amigos, certamente como membro da realeza judaica tinha muitos sonhos, porém tudo de uma hora para a outra foi tudo embora, porém mesmo estando na Babilônia, como escravo não deixou de crer e muito menos de orar, pois As Escrituras dizem que “...e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer.” Dn 6.10

Um outro inimigo da oração são as calúnias e perseguições, isso é muito comum ver acontecer, pois quando somos traídos ou alguém inventa algo sobre nós, ficamos tão perplexos e abatidos que perdemos as forças e deixamos nos levar pelas situações. Mas Daniel novamente nos dá uma lição de perseverança, pois quando ele foi traídos pelos seus colegas de trabalhos que idealizaram e colocaram em prática um plano contra sua fé, Daniel não se deixou vencer pela maldade dos outros “...e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer.” Dn 6.10

Devem ter muitos outros inimigos da oração, mas quero concluir este texto falando do último inimigo que a meu ver é um dos grandes vilões da oração, que é o medo. O medo trava nossas forças e nossas ações, o medo é um paralisante de tudo em nós. O medo muitas vezes quer bloquear nossa fé e impor seu domínio. Medo de perder, medo de ganhar, medo de agir, medo de ficar parado, medo de obedecer, medo de fazer o que foi pedido, medo, medo, medos....

Daniel fora ameaçado por um edito real que obrigava ele a deixar de orar e ameaçava uma cova de leões se ele decidisse continuar orando e desobedecer ao edito real. Um edito que queria influenciar uma dependência a outro “deus”, um “deus” humano, político e guerreiro, um deus secular e aparente, um deus que alimentado pelo orgulho decide que todos devem orar só a ele, embora ele não seja Deus. O Rei Dário queria ser deus durante um mês, mas não para Daniel.

O medo do edito não impediu de Daniel orar, o medo do rei Dário não impediu Daniel orar, o medo da cova dos leões não impediu Daniel de orar, o medo da morte não impediu Daniel de orar, pois como o texto diz “Daniel, pois, quando soube que o edito estava assinado, entrou em sua casa (ora havia no seu quarto janelas abertas do lado de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer.” Dn 6.10


A oração é a chave para que não percamos nossa identidade nem a nossa fé. Quando oramos o mundo é vencido, a soberba é humilhada, as dores e perseguições são amenizadas e o medo, ainda que presente não congela nossas almas, pois temos a certeza que O Deus que conversa conosco em todas as orações, está conosco em todas as ocasiões.

Na graça do Mestre, Paz!


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Estudo as Heranças Espirituais

Introdução

·         A relação de Paulo com Timóteo “Meu verdadeiro filho na fé” I Tm 1.2;
·         O Conheceu na sua segunda viagem missionária, na cidade de Listra – At 16.1;
·         A Espiritualidade de Timóteo:
    Toda a região onde morava davam bom testemunho da sua vida – At 16.2;
    Ajudante de Paulo em suas viagens – At 16.3; At 17.14-15; At 18.5; At 19.22; At 20.4;
    Paulo o chamou de:
§  Cooperador – Rm 16.21;
§  Fiel – I Co 4.17;
§  Trabalhador da Obra – I Co 16.10;
§  Companheiro – II Co 1.1;
    Era Ministro de Deus e do Evangelho – I Ts 3.2;
    Auxiliou Paulo em suas prisões – Fm 1.1;
·         Sua Família era composta de:
    Mãe Judia, Eunice, e de um pai grego (Pagão) – At 16.1;
    Sua vó Loide também Judia;
    Moravam em Listra, uma das cidades da Licaônica – Àsia Menor;
·         Que Herança a família de Timóteo deixou para ele?
    O Pai era grego, um pagão – Herança grega (Filosofia, Pluralismo de ideias, vários deuses e vida centrada em si);
    Loide deixou uma herança a Eunice;
    Eunice deixou uma herança para Timóteo;

QUE HERANÇA FOI DEIXADA PARA TIMÓTEO POR SUA MÃE E AVÓ?

UMA FÉ NÃO FINGIDA!

MAS O QUE É UMA FÉ NÃO FINGIDA?

1.    O que é fé?
a.     Tipos de Fé:
                                                               i.      Natural;
                                                             ii.      Salvifica – Rm 1.1;
                                                            iii.      Dom do Espírito – I Co 12.9;
                                                          iv.      Como procedimento de vida – Rm 1.8; Cl 1.3-8;
b.     A fé de Loide e Eunice
                                                               i.      Eram inicialmente Judias;
                                                             ii.      Guardavam os preceitos do Judaísmo;
1.      Adoração ao único Deus – Êx 20.1-3;
2.      Submissão aos ritos e festas;
3.      Ida ao Tempo;
4.      Os três períodos de orações diárias;
5.      A submissão ao marido;
6.      O cuidado com o Lar;
7.      Mulheres Virtuosas – Pv 31;
                                                            iii.      Apesar do Judaísmo ser uma religião machista, elas eram dedicadas e tinham bom testemunho de sua fé – II Tm 1.3-5;
2.    O que é uma Fé não fingida?
a.     Exclusiva – Êx 20.1-3; Mt 6.33;
b.     Sem hipocrisia – I Rs 18.21; Is 29.13; Mt 15.8-9;Mc 7.6-8;
c.     Fundamentada na Palavra – Mt 7.24-27;
d.     Alicerçada – At 2.42;
e.     Solidária – At 9.36; (Dorcas)
f.        Temente a Deus e sensível Ao Evangelho  – At 16.14 (Lídia a vendedora de púrpura)
g.     Espiritual – At 21.8-9;(As 4 filhas profetizas do Ev. Felipe)

Conclusão

Que heranças você está deixando para seus filhos e amigos?
“Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.” Provérbios 22:6
A História de Susanna Wesley, Mãe de Jhon Wesley[1]
“Dizem que, se John Wesley foi o pai do Metodismo, Susannah foi à mãe. Ela é apontada como a maior influência religiosa do filho, condutor de uma grande obra de avivamento na Inglaterra do século 18.”
Fonte: http://www.intercessoras.com.br/noticias/historias-de-vida/item/437-o-minist%C3%A9rio-de-susanna-wesley.html

Apelo:

Dedique sua vida Ao Senhor sem fingimento e isso será o maior bem que seus filhos podem ter.







[1] John Wesley (Epworth, Inglaterra, 17 de junho de 1703  Londres, 2 de março de 1791) foi um clérigo anglicano e teólogo cristão britânico, líder precursor do movimento metodista e, ao lado de William Booth, um dos dois maiores avivalistas da Grã-Bretanha.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

O EVANGELHO

"E dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho." Mc 1.15

Paz do Senhor a todos os visitantes deste blog de crescimento espiritual. Quero hoje, com muito temor falar um pouco sobre O Evangelho, meu objetivo é apresentar o que realmente As Escrituras expressam sobre esta palavra.

Pensei em fazer este post devido a tanta confusão sobre o que realmente vem a ser O Evangelho. Sei que não sou o dono da verdade, mas sei que O É. E sei o que As Escrituras apresentam, dentro de um contexto neotestamentário.

Quero iniciar apresentando a etimologia da palavra Evangelho. Faço uso de um trecho do livro "Introdução ao Novo Testamento" de Louis Berkhof, editado pela CPAD em 2014. Na introdução deste livro, na página de número 21, vemos uma apresentação etimológica desta palavra destacando o seguinte:

"A Palavra EVAGGELIOV passou por três fases na história do seu uso. Os autores gregos antigos a usavam com o significado de uma recompensa por trazer boas notícias; também um agradecimento pelas boas notícias trazidas. Mais tarde indicou a própria boa notícia. E finalmente foi empregada para designar os livros em que O Evangelho de Jesus Cristo é apresentado de forma histórica. Ela é usada extensivamente no Novo Testamento, sempre no segundo sentido, significando as boas novas de Deus que é a mensagem da salvação." 

Mas qual a boa notícia que O Evangelho nos trás?

Será que a boa notícia é de que tudo o que quero Deus é obrigado a me dá?

Será que é a promessa de riqueza?

Será que a "boa notícia" é que neste mundo, não terei mais choro?

Qual é a boa notícia?

O Evangelho apresentado hoje em muitos púlpitos tem se revelado destituído de toda a escanência escriturística. Há hoje muitos "evangelhos" para todos os tipos de gosto e necessidade.

O Evangelho da Riqueza, o evangelho da permissividade, o evangelho da ditadura, o evangelho das possibilidades pessoais, o evangelho coaching,   o evangelho da malandragem, o evangelho da guerra, evangelhos, evangelhos, evangelhos ....

A grande maioria deles estão centrados no bem estar pessoal e familiar, onde os aspectos escriturísticos servem apenas para as ovelhas, mas os ditos pregadores destes evangelhos, apenas usufruem de seus ouvintes incautos e os leva a destruição.

Mas qual a boa notícia que o Evangelho nos trás?

Evangelho tem haver com o nosso estado de pecado herdado de Adão.

Evangelho tem haver com nossa incapacidade de sermos salvos por nossos méritos. 

Evangelho tem haver com a ira de Deus contra o pecado.

Evangelho tem haver com O Grande amor de Deus em enviar seu filho como sacrifício.

Evangelho tem haver com a graça com a qual o Eterno Deus da vida nos presenteou através do martírio de Cristo no calvário.

Evangelho tem haver com o grande amor de Deus de nos conceder uma tão grande salvação.

Evangelho tem haver com a longanimidade de Deus em suportar nossa rebeldia contra seus eternos decretos.

Evangelho tem haver com o resgate pago por todos os homens.

Evangelho tem haver com o poder santificados da Palavra de Deus.

Evangelho tem haver com a vinda do Espírito santo sobre nós, proporcionando salvação, conversão, santificação e preparação para uma vida eterna.

Evangelho tem haver com a graça diária que nos leva a presença do Todo poderoso em Oração.

Poderia colocar vários versículos em cada citação acima, mas acredito que a grande maioria não iriam ver nas Escrituras se de fato assim o é. 

As Escrituras apresentam um evangelho que se desdobra em vários outros evangelhos por assim dizer....

O Evangelho da Renúncia;

O Evangelho da Cruz;

O Evangelho do arrependimento;

O Evangelho do perdão;

O Evangelho da Fé;

O Evangelho do Amor;

O Evangelho da misericórdia;

Posso apresentar muitas expressões parecidas, mas quero me deter e terminar dizendo que O EVANGELHO É O PODER DE DEUS PARA A SALVAÇÃO DE TODO AQUELE QUE NELE CRER......