segunda-feira, 4 de abril de 2011

O sofrimento da Tarde

Olhando meus documentos antigos encontrei alguns textos que fiz quando no início da minha fé e quero compartilhar com vocês.

É sexta feira a tarde, são quase quinze horas, o vento frio e sombrio saúda a chegada de um homem ao Golgota, ele carrega duas grandes cruzes, uma pode ser vista em suas costas e a outra está oculta em sua alma. O seu cortejo é sangrento e voraz, saudado com blasfêmias e maus tratos, vindo ele de uma recepção um tanto maléfica e sem misericórdia. Sua coroa foi a mais pesada, pois foi coroado com ódio e espinhos, seu manto púrpura grudado na pele por seu sangue é embebido por um tipo de vingança que o mundo não aceita. O amor.
Como troca por palavras de conforto recebeu escárnios.
Como troca por um toque de amor, Ele recebeu bofetadas, por fechar chagas abriram-lhe outras mais dolorosas, olhando para Ele pelos olhos da fé, vemos que as chagas físicas não doíam tanto como as do Espírito.
Os que um dia andaram com Ele, dormiram ao seu lado, ceiaram, viram é eram testemunhas oculares do seu amor, o abandonaram, nem mesmo Bartimeu nesse dia quis ver tamanha dor.
É chegada a hora, pregos traspassaram sua carne, marteladas tão pesadas que parecem a continuação de sua caminhada, era como se ele ainda estivesse andando pelo ritmo que elas produzem.
Levantam o pesado madeiro, o corpo se contrai a dor aumenta, seus acompanhantes não eram ilustres mas um é digno de viver pois crer.
Não clama por Mateus, nem por Lucas ou João, Pedro não está a vista e Judas já não existe, Maria ao Lange o contempla, Ele não chama pelos homens pois está ali para salvá-los, porém clama ao PAI por perdão, o fel vem aos lábios, a dor invade e embriaga sua alma, uma frase, só uma frase e o mundo receberá o maior presente de todos.

-Está consumado!

Jesus de Nazaré

Meditem neste texto e que Deus lhes abençoe em Cristo!

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