quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Texto devocional - O Testemunho de um Ladrão (Parte 2)

Paz do Senhor, 

Hoje vamos dar continuidade ao texto "O Testemunho de um Ladrão."

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Então vamos lá!


Alguém grita “que o sangue deste, caia sobre nós e nossos filhos!”. Estão querendo matá-lo a qualquer custo, por quê? Ouso gritos “crucifica-o”, “crucifica-o”. Acho que o governador não quer matá-lo, acredito que o governador vai dar a sentença e por causa da páscoa vai libertar o galileu. Mas algo me assusta, “fora com este! Solta-nos Barrabás!” e novamente ouso a expressão “crucifica-o”. Barrabas corre até as grandes da cela, uma comitiva de soldados puxam-no e levam para fora das masmorras romanas e ganha a liberdade. Por fim alguém diz, o governador está lavando as mãos. Então não há culpa, não há crime, não há delito, apenas inveja e maldade da parte dos sacerdotes.

Uma revolta cresce dentro de mim, agora entendo o que diz meu companheiro de cela, ele deseja sair e continuar fazendo o que sabemos fazer, roubar, matar, violentar. Não há justiça, não há misericórdia, não há amor.

Vejo os soldados chegando com muita violência, chegou a hora. O meu desejo é lutar, brigar, matar alguém, mas a força romana é mais poderosa que meus intentos. Jogam uma cruz em minhas costas, nas constas do meu companheiro de morte, quando saio vejo um homem desfigurado pelas chibatadas, com um manto purpura ensanguentado, preso em suas feridas. A coroa de espinhos está cravada em sua fronte e para piorar colocam uma cruz em suas costas. O galileu lidera a comitiva de morte, pelo caminho que estão nos levando, parece que vamos ao gólgota, muitos já morreram ali, fica bem na entrada da cidade.

O galileu tomba várias vezes, acho que ele não vai conseguir levar a cruz até o monte calvário. Há uma mistura de choro e insultos, alguns pranteiam, outros jogam coisas no nazareno. Mulheres batem no peito, outros queriam bater no Rei dos Judeus.

Rei? Essa palavra não combina com a cena que estou presenciando. Como um rei pode ser tratado assim pelos seus súditos? Rei?! Como este homem pode ser Rei? Rei... quem sabe... Começo a delirar, ao rei cabe o perdão das ofensas cometidas pelo povo. Há! Se ele fosse um rei eu queria uma única audiência com este. Mas infelizmente, ele está indo para o mesmo lugar que eu vou e não há esperança para nós.

Alguém grita, o galileu caiu! Os soldados gritam mandando ele se se levantar, mas a cruz é muito pesada e as forças do nazareno estão muito limitadas. Um soldado romano olha em meio à multidão e obriga um homem a carregar a cruz do nazareno, por sua cor, parece ser um dos moradores de Sirene. A caminhada continua e já dá para ver o gólgota.

Estamos nos aproximando do lugar da execução, meu coração dispara, minha boca seca o medo invade a minha alma. Todas as cruzes são lançadas no chão e dão inicio a sentença, pregos nas mãos, pregos nos pés, cravam-nos no madeiro, as dores são insuportáveis, mas o galileu esta em silencio, parece com uma ovelha muda sendo tosquiada, ele não abriu sua boca. Levantam-nos, ficamos suspensos, nossos destinos estão traçados. A vista da cruz é turva e curiosa, autoridades blasfemam, soldados escarnecem e o povo assiste. Ouso alguém dizer “não salvou os outros, salve-se a si mesmo se é o Messias”? Eu me pergunto a mesma coisa, mas quando olho para a cruz do meio e tento ver como o galileu vai reagir. Quando estou tentando ver seu rosto, percebo uma tábua em cima de sua cabeça, noto que há uma inscrição, sei que há algo escrito em grego, romano e hebraico, fico a me perguntar, por quê será que escreveram nas três dais maiores línguas e em um lugar onde todos irão poder ver? Tento ler e estremeço quando entendo a mensagem “ESTE É O REI DO JUDEUS”. Como assim ele é Rei? Certamente o governador autorizou que escrevessem isso, e se não é verdade, como os sacerdotes não fizeram nada? Rei dos Judeus?

Rei! Estou perto de um rei, na verdade estou bem perto do Rei.  Ele pode perdoar pecados, então Ele não é apenas um rei, com o poder de perdoar, Ele é O Rei de Israel.

Enquanto estou em meio as minhas vagueações, ouso meu colega de cela gritar, será que ele sabe de algo? Será que ele quer uma segunda chance? Será que ele vai fazer uma petição? Fico tentando ouvir sua voz e minha alma se desespera quando ouso seu pedido. Não és tu O Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também. 


Continua . . . 


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