segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Texto devocional - O Testemunho de um Ladrão (Parte 3)

Paz do Senhor, sejam bem vindos ao último post sobre o tema "O Testemunho de Um Ladrão". Espero que tenham sido edificados com este texto.

Então vamos lá para a última parte deste testemunho da Fé.

Não é um pedido é uma acusação, é um menosprezo, em meio à morte eminente um homem que sabe que é pecador não aproveita a oportunidade para pedir perdão ou mesmo demonstrar misericórdia por estar na mesma sentença, mas não, ele perto da morte, mostra soberba e ódio. Entendo algo, ele não quer perdão, ele quer descer da cruz e continuar vivendo em roubos, ele vai morrer, sabe que vai ser julgado por Deus e ainda assim não teme a Deus. Nós, nós somos pecadores, publicamente todos sabem qual nossa acusação, mas a acusação do galileu é de ser REI.

Não posso perder a minha oportunidade, sei que não mereço perdão, nem mesmo posso ter esperança, mas vou conversar com O Rei, quero uma última audiência, não vou poder descer da cruz, mas quero uma única petição, se Ele é Rei quero ficar na lembrança de um Rei. Respiro fundo, puxo dos meus pulmões um pouco de ar, levanto o tórax e a cabeça e faço minha petição. Talvez ninguém entenda, talvez ninguém creia, mas é uma oportunidade e esta eu não vou perder. Me lembro que O galileu tem um nome, muito comum, mas agora este nome comum está conhecido em Israel e o governador em três línguas declarou “ESTE É O REI DOS JUDEUS!”

Chegou a hora!

Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu REINO.

Esta é minha petição, este é o meu desejo. Sei que para mim acabou, sei que minha história acaba aqui. Sei que estou sendo crucificado por que mereço. Sei que meu destino já está traçado, mas quero um único lenitivo, que O Rei de Israel lembre-se que alguém ainda na morte reconheceu sua soberania, Ele é o meu Rei. Ainda que Ele esteja do meu lado em uma cruz, ainda que Ele esteja sendo injuriado por muitos nesta cena de morte, mas Ele é o meu Rei. Não posso morar com Ele, mas quero pelo menos que o meu Rei se lembre de mim.

O nazareno levanta a cabeça, Ele em dores olha para mim, será que eu o ofendi? Será que meu Rei está ofendido com minhas palavras? Será que O meu Rei irá me exortar?

“Em verdade, em verdade te digo que...”

Ai vem minha última sentença, é uma verdade, uma assertiva verdade do Meu Rei. Sou pecador e estou pronto, Pilatos já me condenou, o povo judeu já me condenou, os sacerdotes já me condenaram, só falta o meu Rei, estou pronto.

“... hoje estarás...”

Como assim hoje eu estarei? Hoje é o fim, hoje é o ponto final, hoje é o dia do último capitulo da minha história...

“...comigo...” Com o Rei? Estar com o Rei? Vou para o mesmo lugar do meu Rei? Eu estarei com o meu Rei? Ainda que seja no túmulo é melhor estar com o meu Rei, do que longe de Dele.

“...paraíso.”

Paraíso? Paraíso?! Como assim, Paraíso?

Eu não sou digno do paraíso, não sou digno de perdão, não sou digno de paraíso, mas é isso que O Meu Rei me diz,

“Em verdade, em verdade te digo que hoje comigo estarás no paraíso!”

O Meu Rei me perdoou e me deu o paraíso!

Já era quase a hora sexta, notei algo estranho. O céu escureceu e isso continuou até a hora nona. Noto O Meu Rei se mover, Ele se esforça para ficar ereto, e solta uma oração “Pai, nas tuas mãos entrego meu espírito!” Sua cabeça tomba sobre seu peito, Ele pára de se mexer. Um silêncio se apodera do momento, o qual é rompido por uma declaração de fé de onde ninguém esperava, um centurião romano deixa sair de sua boca a seguinte afirmativa “verdadeiramente, este homem era justo.”.

Aqueles que executaram sua morte declaram sua inocência. A terra treme o povo corre os sacerdotes fogem e aos soldados restam apenas cumprir com sua obrigação, garantir que nenhum dos sentenciados escape. Para isso, usavam um recurso terrível para garantir que ninguém fugisse, quebravam as pernas dos sentenciados, iniciam com meu companheiro de cela, passam pelo Rei e ficam impressionados por já está morto e furam seu lado com uma lança, do seu lado brota água e sangue.

O soldado chega-se a mim, com uma violenta pancada ouso meus ossos quebrarem-se e uma dor invade meu corpo, entrego-me ao sofrimento, pois minha alma está em paz, não vejo a hora de encontrá-lo no paraíso. 

Algumas pessoas se chegam à cruz do meu Rei, noto que é uma autoridade Judaica, juntamente com outras pessoas e tiram-no da cruz. Levam o corpo do meu Rei, foi à última vez que o vi nesta existência.

Estamos sós no gólgota, minhas dores vão aumentando, não ouso meu companheiro de morte, sinto minhas forças se esvaírem, minha alma está em paz, meu coração está bem é só esperar e o paraíso chegará.

Estou pensando no meu Rei e no paraíso e acho que ...

Paz e graça!


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